Cidades
As 5 Cidades Imperiais da Europa
Ao longo de séculos, a sorte da Europa Central foi seguindo o destino de dois grandes impérios: o Sacro Império Romano-Germânico e o Império Austro-Húngaro. As suas capitais refletem o favor real, e enormes empreitadas de obras-públicas originaram alguns dos edifícios e centros históricos mais notáveis do velho continente. Descubra connosco as cidades imperiais da Europa.
Viena

Durante séculos, a Casa de Habsburgo (família real do Sacro Império Romano-Germânico) fez de Viena a sua morada. E ainda hoje é inegável que a capital da Áustria mantém uma atmosfera de elegância e alguma severidade, herança de séculos de protocolo.

O palácio imperial oferece uma visão única do mundo de opulência que serviu de pano de fundo às desventuras de uma das famílias mais famosas da monarquia europeia. A catedral de Santo Estevão, na cidade, assistiu a mais do que uma boda real e na sua cripta imperial repousam centenas de aristocratas. Para uma viagem no tempo, assista a uma das apresentações da Escola Espanhola de Equitação, uma das mais antigas da Europa.

Visite ainda a residência de verão da família, o Palácio de Schönbrunn e o Palácio Belvedere, e reserve com a devida antecedência os seus bilhetes para a Ópera Estatal de Viena. Quer seja ou não conhecedor do género, dificilmente assistirá a produções mais sumptuosas do que as programadas neste belo edifício do século XIX!

Se, depois de tudo, ainda não se sentir de relações mais estreitas com a imperatriz Sissi, pode sempre visitar o museu dedicado à trágica princesa e, de seguida, consolar-se nos cafés de Viena com criações pasteleiras dignas de uma rainha.

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Praga

Aí nascido, Carlos IV elegeu Praga como capital do Sacro Império Romano-Germânico, no século XIV. Iniciou-se, assim, um período de crescimento ímpar na cidade, que chegou a ser a terceira maior metrópole europeia, depois de Roma e Constantinopla.

A primeira ordem de trabalhos do imperador foi, de certa forma, começar do zero, projetando ele mesmo a Nové Mesto (nova cidade) que conhecemos hoje. Aliás, a famosa ponte Carlos teve a simbólica primeira pedra colocada pela sua mão. A universidade, a Catedral de São Vito e a imponente igreja gótica de Nossa Senhora de Tyn datam também do reinado de Carlos IV (o famoso relógio astronómico já existiria, mas numa forma mais rudimentar).

No século XVI, sob o reinado de Rudolfo II, Praga é mais uma vez cidade imperial. Mas, desta feita, as grandes obras-públicas (como a ampliação do castelo ou a construção de palácios) são menos significativas do que o grande número de obras de arte que o mecenas encomendou a centenas de artistas europeus. Para nossa sorte, estas podem hoje ser apreciadas no castelo Hradcany!

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Budapeste

Em 1867, o Compromisso Austro-Húngaro teve consequências imprevisíveis, mas um dos resultados naturalmente mais relevantes para a Hungria foi a unificação dos povoados de Óbuda, Buda e Peste, que os transformou numa cidade só. Nascia então Budapeste, que assumiu o papel de capital do império conjuntamente com Viena.

O tratado deu início a uma febre de construção que alterou o seu perfil urbano (os planos tiveram por modelo a Paris do século XIX, o que explica a elegante arquitetura da cidade). As monumentais avenidas de Nagykorút e Andrássy, bem como a Praça dos Heróis, datam da época.

Foi também durante o seu período de capital imperial que o esplendoroso parque da cidade (anteriormente propriedade privada) foi convertido num espaço verde de usufruto universal, com os seus banhos públicos - as termas Széchenyi - o jardim zoológico e o jardim botânico. Remonta aí igualmente a edificação de dois dos mais importantes museus da cidade: o de Belas-Artes e o de Artes Aplicadas. Também o castelo de Buda, embora com origens medievais, foi extensamente ampliado e alterado após a coroação de Francisco José como Rei da Hungria, em 1867. Um esplêndido cenário que dura até aos nossos dias!

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Cracóvia

Embora nunca tenha sido capital imperial, a criação do Grão-Ducado de Cracóvia e sua incorporação no Império Austríaco conferiu a esta fascinante cidade milenar um estatuto equivalente ao das grandes cidades imperiais do continente.

Alguns dos seus edifícios históricos com origem no Renascimento (e mesmo medievais), entretanto marcados pelo tempo e por décadas de conflitos e instabilidade política, foram restaurados, ampliados e devolvidos ao seu antigo esplendor durante este período. Entre eles contam-se o castelo real de Wawel (antiga sede da monarquia polaca) e a Basílica de Santa Maria, na praça da cidade velha (Rynek Glówny). Esta praça, apesar de ser a maior e mais antiga medieval europeia, foi então extensamente ampliada. São igualmente da altura os imponentes edifícios da Academia de Belas Artes ou do Teatro Juliusz Slowacki, locais de passagem obrigatória.

Mas a sua joia da coroa é o fantástico edifício do Mercado dos Tecidos, cuja renovação é a mais importante marca do Império Austríaco deixada na cidade. Aí Encontrará o Museu Sukiennice, onde se depositam os tesouros de arte encomendados e produzidos para Cracóvia ao longo do século XIX - verdadeiras obras-primas do Barroco e Rococó que foram impressionando as cabeças coroadas que por lá passaram... E as nossas também!
Bratislava

Desde 1993, com a dissolução do estado federal da Checoslováquia, Bratislava reconquistou o seu estatuto de capital. Mas a sua história, que inclui várias mudanças de nome (Pozsony, Pressburg ou Presporok), esconde um passado imperial. É que, com a devastação de Buda após a invasão otomana, a pequena cidade viu-se projetada para a arena política, ascendendo temporariamente a capital do reino da Hungria em 1536.

Mais importante ainda, Bratislava passou a ser a cidade da coroação de reis e rainhas da Hungria. Aqui, na Catedral de São Martinho, 19 cabeças sentiram o peso da coroa (pode ainda ver uma réplica na torre da catedral - com 150 kg, o peso da responsabilidade deixa imediatamente de ser metafórico).

Durante os 40 anos de reinado da imperatriz Maria Teresa da Áustria no século XVIII, a cidade cresceu e desenvolveu-se de forma notável. Apesar de no período não ser oficialmente capital do império, a residência real trouxe-lhe grande notoriedade. Maria Teresa ordenou a realização de obras no castelo da cidade, a construção do palácio Grassalkovich e do Palácio dos Primados (onde, mais tarde, foi assinado em decreto o fim do Sacro Império Romano), e a construção de magníficos edifícios públicos, como o Teatro Nacional ou o Museu da Cidade. Um processo de embelezamento a que hoje se dá o devido valor patrimonial!
Ficou com curiosidade de conhecer com os próprios olhos estes traços da história imperial da Europa Central? Então, comece já a planear o seu roteiro!